quarta-feira , 24 abril 2019
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Porque a greve dos caminhoneiros ainda continua ?

Porque a greve dos caminhoneiros ainda continua

Porque a greve dos caminhoneiros ainda continua ?

No dia 18 de maio de 2018 rumores internos na classe dos caminhoneiros começaram a ecoar pedindo um basta devido as reivindicações já solicitadas por eles desde outubro de 2017. Como não houve resposta alguma do governo.

O único jeito de tentarem um acordo foram parando todo serviço de transporte de carga, o que fez o país beirar o caos, não somente da falta de combustível, como também de outros produtos que dependem exclusivamente desses trabalhadores para trazer para os distribuidores nas grandes cidades.

Os jornais noticiaram durante dias e mais dias. Os canais jornalísticos por assinatura passaram praticamente 24hs acompanhando o desenrolar de toda história, levando ao público não somente os caminhões parados nas rodovias, como também, mostrando consumidores correndo para mercados procurando estocar alimentos, outros, ficando em filas intermináveis para abastecer seus meios de transportes e trabalho e em outras matérias, mostrando como determinados comerciantes abusaram da situação aumentando o preço de seus produtos de maneira inescrupulosa.

 

A situação do país chegou a um momento tão critico e apocalíptico que em determinadas cidades, além do famoso e terrível “estado de calamidade”, ruas e bairros pareciam com cidades fantasmas, com uma quantidade pequena de moradores, veículos e transporte público rodando pelas ruas, comércios fechados e etc.

 

Uma onda de acontecimentos que acabou atingindo a população de uma maneira inesquecível e poderosa e que ainda sentimos seu impacto, com uma força menor, mas as cidades não se estabilizaram por completo.

 

Mas o que levou os caminhoneiros a fazer essa greve?

 

Como falado, desde outubro de 2017 a classe vem reivindicando algumas mudanças para melhorar o desempenho da classe. Entre elas, ou melhor, as mais conhecidas pelo povo através dos noticiários são: redução da carga tributária sobre o combustível utilizado pelos caminhões, diesel, a isenção de pedágio do terceiro eixo quando o veículo estiver vazio e uma mudança no valor dos fretes.

 

O sindicato esperou por um respaldo do governo, mas como não foram atendidos, decidiram parar e bloquear todos os caminhões do país, afetando gravemente a nossa economia.

 

Hoje, quinta-feira, dia 31/05/18, a greve dos caminhoneiros entra em seu décimo primeiro dia, apesar de a situação do país aos poucos estar sendo normalizada, ainda existem alguns caminhoneiros que continuam parados em determinadas regiões do país, dando a impressão que a situação está longe de ser completamente resolvida.

 

Mesmo com o movimento perdendo forças e a iniciativa de paralisação começar a cair negativamente nas pesquisas realizadas pelas redes sociais.

 

Segundo o ministro-chefe da casa civil, a greve de caminhoneiros vem sendo desmantelada, porém, não na velocidade que esperavam, mas pelo menos, a intensidade do movimento grevista vem caindo exponencialmente.

 

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, a greve dos caminhoneiros passou a ser encarada como uma concentração de motoristas. Até terça-feira passada (29) foi computado cerca de 616 pontos de protestos e três bloqueios em estradas de Minas Gerais, Ceará e Distrito Federal. Pela perda da força do movimento, esses números podem demonstrar imprecisão.

 

O governo atendeu a solicitação dos caminhoneiros?

Porque a greve dos caminhoneiros ainda continua

 

Sim, o governo para evitar um caos resultando em um colapso acatou as exigências da classe dos caminhoneiros para por fim ao movimento, no entanto, mesmo com o atendimento das exigências a greve pode estar um pouco longe para chegar ao fim.

Se o governo atendeu, por que a greve dos caminhoneiros continua?

A greve continua devido as diversas lideranças espalhadas pelos núcleos resistentes a paralisação. Durante os noticiários, ouvimos muito a respeito de sindicatos de caminhoneiros e muitas pessoas entenderam que uma das razões eram as reinvindicações feitas por essas instituições, contudo, com o passar dos dias, os bloqueios foram ganhando líderes que, apesar de aceitarem e voltarem, alguns ainda resistem e querem mais.

 

Existem grupos de WhatsApp que reúnem lideranças do movimento com mais de 200 caminhoneiros, que incentivam manter a paralisação. Conforme Ivar Schmidt da CNT (Comando Nacional de Transporte), acredita que podem existir muito mais líderes ainda a frente dessas células resistentes. E é por essa razão que a greve dos caminhoneiros não acabou de vez, devido a essa quantidade de lideranças.

 

Na quinta-feira passada o governo conseguiu um acordo com algumas lideranças da categoria dos caminhoneiros, no entanto, das categorias presentes durante a negociação, nove das onze aceitaram a proposta do governo, as demais, continuaram com os bloqueios. Segundo o líder da CNT, essa greve é bem diferente de lidar que uma de metalúrgicos que é realizada em determinada empresa do ABC, ou seja, só há uma liderança.

 

A ordem dos advogados de São Paulo mapearam os líderes de cada bloqueio e os levaram para as negociações juntamente com o Planalto. E por falta de uma liderança única, as listas de reinvindicações variam conforme os solicitantes, tornando as negociações mais difíceis do que já são. Para se ter uma ideia das diversas exigências por partes dos caminhoneiros, uma parte exige intervenção militar e a renúncia do presidente Temer e outros, a redução dos preços dos demais combustíveis.

 

Alguns caminhoneiros estão receosos quanto as medidas atendidas, como por exemplo, a baixa no valor do diesel. Segundo o caminhoneiro, “sessenta dias não resolve a vida de ninguém” e ainda emenda “quando começar a normalizar, o prazo estipulado acaba e tudo volta ao normal. É preciso ter uma garantia. ”

 

Essa exigência por garantia talvez seja resultado de uma paralisação que aconteceu em 2015, quando os caminhoneiros fecharam as rodovias por três dias. Algumas exigências da época foram atendidas, mas, outras, ficaram apenas no papel.

 

A greve continua devido aos infiltrados no meio dos caminhoneiros

Porque a greve dos caminhoneiros ainda continua

 

Apesar dos pedidos atendidos, diversos grupos de caminhoneiros continuam parados em algumas rodovias. Segundo alguns informantes esse fato se dá devido a políticos infiltrados que incentivam os caminhoneiros a continuarem pela luta de seus direitos e também, fortalecer o apelo político devido as exigências da renúncia do presidente e a intervenção militar.

 

Essa possibilidade de infiltrados foi confirmada por líderes ligados aos caminhoneiros. Conforme informações repassadas para jornais, cerca de 10% a 15% de pessoas estão infiltradas e ainda ameaçando os caminhoneiros que desejam seguir seus destinos.

 

E por medo de represálias em outras regiões, acabam ficando parados a mercê desses oportunistas que presenciaram a força dessa classe trabalhadora. Prova disso foi a prisão de pessoas que não faziam parte da classe de caminhoneiros,mas que estavam lá infiltradas impedindo uma negociação.

 

De herói, para ladrão

 

Ivar Schmidt foi um dos grandes líderes da greve dos caminhoneiros de 2015 e declarou que é contra os protestos dos últimos dias. Conforme ele próprio, o que a classe precisa para resolver seus problemas é uma redução de sua jornada de trabalho para 12 horas em vez de 16hs, desta forma haveria trabalho para todos os demais caminhoneiros.

 

E para esse momento, ele declara que seria oportuno a volta imediata aos trabalhos para que a greve não transforme a classe de caminhoneiros em vilões em vez de heróis, devido a falta de mantimentos, remédios, entre outras coisas para a população.

 

Hoje em dia, a situação dos estados está aos poucos se normalizando, tudo bem que ainda existem grandes filas em postos de gasolina, mas isso é apenas consequência de uma grande quantidade de consumidores precisando de combustível para darem andamento aos seus afazeres, com o tempo, isso acabará se normalizando.

 

A mesma coisa acontecerá com o setor alimentício, tudo bem que muitos produtos que encontramos disponíveis no mercado estão com um valor elevado, mas logo voltará ao seu valor normal. Tudo que nos resta agora é esperar para ver o final desse episódio em nossa história e esperar que a redução no valor do diesel e o aumento da gasolina e etanol não comecem uma nova greve.

 

Veja também: Quais são os assuntos que mais caem no Enem ?

 

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